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O que fazer para reformar sem incomodar

Reportagem sobre reforma (1)Muita gente compra apartamento novinho, mas quer mudar o piso, instalar iluminação diferenciada, trocar azulejo, aplicar textura, gesso, e até mesmo instalar vidraças, para tornar seu lar mais aconchegante e funcional. Reformar sempre gera transtornos para moradores e especialmente para o síndico que recebe inúmeras reclamações de condôminos incomodados. Ninguém gosta de acordar com barulho de reforma, querer ver televisão e só ouvir o bate-bate do apartamento ao lado. É criança que chora pelo estresse causado pelo barulho e algumas chegam até a ficar doentinhas por conta da poeira causada. Para quem estuda então, chega a ser quase impossível concentrar-se. Estas são situações facilmente identificadas por condôminos. As regras sobre o que pode ou não na hora de reformar devem estar explicitas no Regulamento Interno do condomínio.

Abaixo colocamos algumas dicas sobre o que fazer para evitar prejuízos morais e legais, tanto para quem quer reformar como para quem sofre com o transtorno causado.

Barulho: Comunique seus vizinhos sobre os dias e horários que ocorrerá a obra. Procure combinar com eles um período que gere o mínimo de desconforto possível. Respeite o horário de perturbação: toda obra gera ruídos e muitos condôminos podem se aborrecer. Inicie e termine sua obra dentro do horário comercial, para que o incômodo aos vizinhos seja minimizado.

Sujeira: A poeira e o entulho são inevitáveis. Seja gentil com seu vizinho: coloque-se a disposição para limpar a área que sua reforma sujar. O entulho gerado pela obra deve ser acondicionado em caçamba apropriada, a não ser que seja um volume muito pequeno, aí é permitido ser depositado na lixeira do condomínio.

Apartamento: Apenas obras de manutenção, como troca de revestimentos e decorativos (pisos, azulejos, texturas, assoalhos, gesso) e pintura interna não precisam de autorização nem contratação de especialista de graduação. Certifique-se de contratar um engenheiro civil e peça ao síndico que disponibilize a planta do edifício caso queira fazer alguma mudança drástica, como a derrubada de uma parede ou a abertura de um buraco p/ instalação de uma porta, janela ou vidraça. Em quase toda edificação é terminantemente proibida ações deste tipo, pois podem comprometer a saúde da edificação. No caso do engenheiro não ver problemas, ainda assim é necessário que o síndico seja informado da reforma e do que é pretendido ser feito. O engenheiro deve emitir a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), um laudo que assegura que a reforma está em conformidade com a lei, e com as normas técnicas.

termo-de-responsabilidade-do-condôminoSíndico: Em reformas feitas dentro de apartamentos, o síndico pode a qualquer momento pedir a avaliação de um perito para que esse cheque se obra afeta ou não a estrutura do prédio. O síndico pode solicitar que o condômino assine um Termo de Responsabilidade, a fim de evitar que ele seja acusado de negligente  por danos eventualmente causados a estrutura do prédio ou de apartamentos vizinhos, como rachaduras e vazamentos.

Externas: No caso de reparos em ambientes comuns e externos, a contratação de um engenheiro civil responsável (com registro no CREA) é obrigatória e a responsabilidade é do síndico. A obra deve ser comunicada aos condôminos em assembléia geral e aprovada pela maioria, para só então, ser iniciada.

Profissionais: Certifique-se de avisar porteiros e seguranças sobre prestadores de serviços que trabalharão na obra. Isso evita que desconhecidos circulem livremente pelo condomínio e garante a segurança e tranquilidade dos demais moradores.