Confiança da construção atinge maior patamar desde 2015, diz FGV

Índice de Confiança da Construção (ICST) do país registrou alta de 2,0 pontos em dezembro, para 81,1 pontos

O setor de construção do Brasil encerrou o ano com a confiança em alta pelo sétimo mês seguido e atingindo a máxima desde janeiro de 2015, devido ao avanço das expectativas e das avaliações da situação atual.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) do país registrou alta de 2,0 pontos em dezembro, para 81,1 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

“A contínua melhora da confiança no setor da Construção ao longo do ano mostra que, na percepção do empresariado, o pior da crise já passou. A leitura mais favorável a respeito da situação corrente dos negócios avançou especialmente a partir do segundo semestre, o que pode se refletir na atividade setorial nos próximos meses”, explicou em nota o coordenador de projetos da Songagem da FGV/IBRE, Itaiguara Bezerra.

O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 3,2 pontos, para 92,6 pontos, maior nível desde março de 2014 (96,0 pontos), impulsionado principalmente pelo indicador que projeta a tendência para a demanda nos próximos três meses.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) também teve alta pelo sétimo mês seguido, subindo 0,9 ponto para 70,1 pontos, mas a FGV afirma que o nível ainda é muito baixo em termos históricos. O ISA foi fortemente influenciado pelo indicador que mede o grau de satisfação com a situação corrente dos negócios.

“O segmento de Preparação do Terreno, que costuma antecipar tendências do setor, vem avançando desde o segundo trimestre. Mais recentemente, outro sinal favorável é o aumento gradual da confiança do segmento de Edificações Residenciais”, explicou Bezerra.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 0,2 ponto percentual, atingindo 64,0 por cento, com destaque para o quesito Mão de Obra.

“Há muitos sinais de melhora do ambiente de negócios das empresas da construção. Na ausência de choques expressivos, o ano de 2018 deverá ser de retomada do crescimento”, acrescentou Bezerra.

 

Fonte: Exame